Ele me olhou nos olhos e disse que me amava, o seu olhar era sincero, e suas palavras verdadeiras, suas mãos apertavam as minhas com força suficiente para eu saber que não era para desviar o olhar naquela hora.
Existia algo nele que me fazia o querer cada dia mais, como se fosse o primeiro que o havia encontrado, com a mesma convicção, ou talvez mais, do que qualquer outro dia eu olhava em seus olhos e silenciosamente dizia que o amava, apertava minhas mãos as suas e deitava em seu peito.
Após minutos de silencio ali eu me ergo só para ter certeza de que ele estava me observando, como se pudesse ler meus pensamentos, como se mais nada importasse, ele me beijava na testa e contornava minhas bochechas com as mãos quentes de tanto apertar as minha. Depois lhe beijei como se fosse o primeiro, como se nada ao redor existisse, ele retribuiu com tanto amor que perdi o folego.
Voltei a deitar em seu peito e pensar o porque demorei tanto para encontrar ele. Queria lhe dizer quanto o amava, queria expressar tudo o que sentia, mas eu sentia muito, e nada poderia mostrar isso.
Assistimos um filme naquele mesmo dia, e em cada cena violenta ele me abraçava mais forte, e me beijava na testa, só para me mostrar que não devia ter medo de nada, que ele cuidaria de mim em qualquer momento, eu me sentia feliz ali, feliz e com medo.
Sim com Medo.
Eu tinha medo que a qualquer hora alguém pudesse tirá-lo de mim, que ele visse o quanto era insuficiente pra ele.
Minhas lagrimas rolaram por alguns minutos, ele as limpou como se já soubesse seu motivo, então ergueu meu queixo, me abraçou forte e disse:
- Eu estou aqui pequena, e nada no mundo vai te tirar de mim.
Sorri, era o que eu podia fazer no momento, apenas sorrir.